A onda de frio polar que castiga o leste da Europa já deixou 101 mortos na Ucrânia, informou nesta sexta-feira, 3, o Ministério da Emergência do país. Deste total, 64 morreram nas ruas, 26 em suas casas e 11 em hospitais, precisou o Ministério, que contabiliza as vítimas desde a sexta-feira da semana passada. Apenas nas últimas 24 horas, 38 pessoas morreram por hipotermia.

Na manhã desta sexta, as autoridades haviam disponibilizado cerca de três mil espaços com calefação para que os cidadãos possam fugir do frio. "Estamos em uma situação difícil. As pessoas estão passando mal", declarou à imprensa o primeiro-ministro ucraniano, Nikolai Azarov.

O premiê explicou que as condições climáticas atuais obrigaram o país a aumentar seu consumo de gás natural e eletricidade. "Em só três dias queimamos 1 bilhão de metros cúbicos de gás. Nunca havíamos tido essa despesa colossal", detalhou Azarov.

As regiões mais afetadas pela onda polar são as da parte ocidental da Ucrânia, junto à fronteira com a Polônia, onde a temperatura mínima durante a madrugada foi de -29°C. Na capital ucraniana, Kiev, no centro do país, a menor temperatura foi de -28°C.

Diante da gravidade da situação, o Ministério da Saúde proibiu os hospitais de darem alta aos pacientes desabrigados enquanto as condições climáticas permanecerem desta forma.

Segundo as previsões, a onda de frio se manterá até o final de semana, quando as temperaturas subirão a até -10°C, o que é mais comum para esta época do ano.

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