Washington - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pediu ontem, em discurso no Congresso dos Estados Unidos, um estatuto especial de defesa e segurança que lhe permita reforçar as suas Forças Armadas para reagir e eventuais intervenções russas. Segundo Poroshenko, a situação de conflito entre as Forças Armadas de seu país e separatistas pró-Rússia faz com que a "democracia ucraniana" necessite se apoiar em um Exército forte.
"Nessa perspectiva, encorajo vivamente os Estados Unidos a darem à Ucrânia um estatuto especial, um estatuto de parceiro não aliado", disse o presidente ucraniano. De acordo com Poroshenko, as forças ucranianas que combatem os separatistas pró-russos precisam de apoio político de outros países e de equipamentos militares.
Embora estejam em curso negociações de paz entre as duas partes, Poroshenko afirmou que a Rússia é uma ameaça à segurança mundial e pediu para os Estados Unidos não deixarem a Ucrânia sozinha. Para ele, a anexação da Península da Crimeia pela Rússia, em março, foi "um dos mais cínicos atos de traição da história moderna".
O presidente russo, Vladimir Putin, que vê na Otan uma ameaça, acusou os países ocidentais de provocar a crise na Ucrânia para "ressuscitar" a Aliança Atlântica. Este mês, a Otan anunciou o aumento de sua presença no Leste Europeu e os Estados Unidos estão realizando, desde o início da semana, exercícios militares na Ucrânia, junto com mais 14 países.

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