O ministro ucraniano da defesa, Olexander Kuzmuk, reconheceu ontem a responsabilidade de suas forças armadas na explosão em vôo, a 4 de outubro, de um avião russo Tupolev 154, no qual morreram 76 pessoas, em sua maioria israelenses, e apresentou suas desculpas às famílias das vítimas.
''Sabemos que estamos implicados'' na catástrofe do Tupolev 154, atribuída pela comissão de investigação a um míssil terra-ar, disse o ministro.
''Apresento minhas desculpas aos parentes e ás famílias das pessoas que morreram de forma trágica nesta catástrofe, assim como ao presidente da Ucrânia (Leonid Kutchma), ao governo, ao parlamento e ao povo ucranianos, por ter causado problemas à autoridade nosso Estado'', prosseguiu.
O avião, que fazia o trajeto entre Tel Aviv e Novossibirsk, explodiu em pleno vôo sobre o Mar Negro, a menos de 300 km das costas da Criméia (sul da Ucrânia), onde a defesa antiaérea ucraniana estava realizando exercícios de tiro.
O Partido Comunista da Ucrânia pediu a destituição imediata do ministro da defesa, que já foi muito criticado ano passado quando outro míssil causou três mortos e destruiu um prédio perto de Kiev.

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