Tzipi Livni é a mais poderosa israelense
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
France Presse 
Jerusalém - Louvada por sua integridade mas acusada de não ter uma estatura de líder, Tzipi Livni, do partido Kadima estaria, segundo as pesquisas de boca-de-urna, na cabeça nas eleições celebradas ontem em Israel, embora apareça com dificuldades para formar um governo.
Segundo as sondagens, o Kadima (centro-direita) obteria 30 deputados, dois a mais que o Likud de Benjamin Netanyahu (direita).
Durante toda a campanha, Livni cultivou imagem de mão dura para convencer um eleitorado israelense que tende mais para a direita. Seu objetivo prioritário é preservar o caráter judeu do Estado de Israel ante a galopante demografia palestina nos territórios.
Por este motivo apoio a criação de um Estado palestino, desde que aceito como solução nacional por todos os palestinos, assim como Israel representa a solução nacional para todos os judeus, acrescenta.
Esta posição a levou a apoiar a retirada israelense de Gaza, efetuada por seu mentor Ariel Sharon em 2005. Também esteve encarregada das discussões de paz com os palestinos no governo George W. Bush.
Resta ver se Livni, considerada ontem a mais poderosa do país, possui a têmpera da dama de ferro israelense que comandou o Estado judeu de 1969 a 1974 e que foi chanceler, como ela.
Considerada em Israel uma mulher íntegra e moderada, ela não tem o apoio unânime em seu país, de onde saem muitos de seus críticos, que estimam que lhe faltam experiência política e mais atitude em questões de segurança.
As críticas não impedem, contudo, que esta mãe de dois filhos, nascida em 8 de julho de 1958 e moradora de Tel Aviv, apareça no topo da lista de personalidades políticas mais populares do país.
Em maio passado, Livni, de 49 anos, pediu a realização de primárias no Kadima, tendo em vista eleições antecipadas, e com a esperança de suceder o premier Olmert, que anunciou sua saída após o envolvimento em escândalos de corrupção.
Ao contrário de Olmert, Tzipi Livni nunca teve problemas com a Justiça e já declarou sua intenção de restaurar a confiança dos israelenses.


