São Paulo - A TV estatal síria confirmou que pelo menos três autoridades de primeiro escalão ligadas às atividades de defesa e segurança do regime morreram no atentado de ontem em Damasco.
O ministro da Defesa, general Dawoud Abdelah Rayiha, o vice-ministro general Assef Shawkat (cunhado do ditador Bashar Assad) e o general Hassan Turkmani, chefe do grupo governamental encarregado da crise, morreram no ataque, reivindicado pelo ELS (Exército Livre Sírio), formado por desertores e civis armados.
Um homem detonou um cinturão de explosivos dentro do prédio da Segurança Nacional em Damasco, onde se desenrolava uma reunião com ministros e várias autoridades governamentais.
Outras altas autoridades também ficaram feridas, a exemplo do ministro do Interior, Mohammed al Shaar. Não há informações imediatas sobre a gravidade desses ferimentos.
O regime já nomeou o substituto do ministro Dawoud Abdelah Rayiha. Em seu lugar deve assumir o general Fahd Yasem al Freich, chefe do Estado Maior. Trata-se da primeira vez desde o início das revoltas populares há mais de 12 meses que autoridades do primeiro escalão são atingidas pelos insurgentes, num conflito em que mais de 15 mil pessoas já morreram.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da Rússia, Vladimir Putin, concordaram ontem com a necessidade de uma transição política na Síria, apesar das divergências entre os dois países. Washington exige a retirada do ditador Bashar Al Assad e de todos os membros do regime, enquanto Moscou se opõe.
Em comunicado, a Casa Branca informou que ambos fizeram referência à escalada da violência no país árabe e coincidiram na necessidade de apoiar uma transição política ''o mais rápido possível'' para deter os confrontos e ''evitar uma nova deterioração da situação'' na região.
Enquanto isso, o Kremlin declarou que ''persistem as diferenças sobre a forma concreta de alcançar'' a solução política à crise síria.

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