São Paulo - Um dia após um ataque com carro-bomba matar 11 pessoas em Istambul, um novo atentado na Turquia deixou três mortos ontem. As vítimas são dois policiais e um civil. O ataque tinha como alvo uma delegacia na cidade de Midyat, no sudeste do país. Mais de 30 pessoas ficaram feridas no ataque.
O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que o atentado foi perpetrado por rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), considerado uma organização terrorista pela Turquia, União Europeia e pelos Estados Unidos.
"O assassino é a organização PKK. Isso não nos surpreendeu, mas o cerco em torno deles está fechando. Tanto nas cidades como nas áreas rurais, nós continuaremos a lutar contra eles decisivamente", disse Yildirim.
Confrontos entre as forças de segurança e militantes do PKK ocorreram após a explosão, segundo autoridades locais. A cidade de Midyat fica na província de Mardin, na fronteira com a Síria. A região é palco de conflitos com a minoria curda há três décadas.

ATAQUES
Há vários meses, a Turquia se encontra em estado de alerta por uma serie inédita de atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) ou relacionados com o reinício do conflito curdo. Na terça, um ônibus da polícia foi alvo de um ataque com carro-bomba em um bairro histórico de Istambul, matando 11 pessoas e ferindo outras 36. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.
Dois outros atentados suicidas já haviam sido registrados este ano em áreas turísticas de Istambul e foram atribuídos ao EI. Em 19 de março, um homem-bomba atacou uma via comercial do centro de Istambul e matou quatro turistas estrangeiros (três israelenses e um iraniano). Em janeiro, outro atentado suicida matou 12 turistas alemães no centro histórico da cidade, a maior da Turquia.

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