AncaraO Tribunal de Segurança do Estado turco comutou ontem a pena de morte a que foi condenado o líder separatista curdo, Abdula Ocalan, transformando-a em prisão perpétua, informaram fontes oficiais.
Ocalan foi preso pelo serviço secreto turco no início de 1999, no Quênia e condenado à morte no final do mesmo ano na Turquia, depois de ter sido considerado culpado pelos atentados nos quais morreram mais de 30 pessoas.
Líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Ocalan permanece desde então na prisão da ilha de Imrali, no Mar de Marmara, onde é o único preso.
Segundo fontes diplomáticas e observadores locais, a decisão estaria ligada às tentativas da Turquia de satisfazer as exigências da União Européia (UE), para aceitar a candidatura daquele país a fazer parte do grupo.
Além da supressão da pena de morte, esses requerimentos incluem o reconhecimento dos direitos básicos de minorias como os curdos.
SatisfaçãoO comissário europeu de Ampliação, Gunter Verheugen, declarou ontem sua satisfação pela decisão do Tribunal de Segurança do Estado turco de comutar a pena de morte ao líder separatista curdo, Abdulla Ocalan.
O responsável europeu se limitou a expressar seu apoio a esta decisão em um breve comunicado no qual acrescenta que esta decisão ''está claramente em linha com o espírito das reformas adotadas recentemente na Turquia''.
Ocalan, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é a figura mais carismática da comunidade curda da Turquia. A comutação da pena de morte não representa o interesse maior dos curdos que querem sua libertação. Um membro do partido de Ocalan reconhece porém que com a decisão há mais esperanças para sua liberdade.

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