Istambul - O Parlamento da Turquia vai votar uma moção que pode autorizar forças estrangeiras e soldados turcos a realizarem incursões na Síria e no Iraque, informou o vice-premiê turco, Bulent Arinc, nesta terça-feira. O parlamento deve criar medidas na quinta-feira que autorizam o Exército turco a realizar operações na Síria e no Iraque.
Arinc afirmou que a nova permissão iria juntar duas medidas separadas da Síria e do Iraque, expandindo o escopo pra incluir ameaças apresentadas pelo grupo extremistas Estado Islâmico e também permitir o uso do território turco para tropas estrangeiras. "Preparamos um texto que considera todos os riscos e medidas de contenção", afirmou.
As propostas devem ser debatidas em sessões fechadas ou abertas do Parlamento nesta quinta-feira e serem votadas em seguida. Acredita-se que a aprovação será concedida. "Nós definitivamente estaremos onde precisamos estar", disse o presidente Recep Tayyip Erdogan no final de semana. "Não podemos ficar fora disso." Alguns partidos de oposição turcos se opõem firmemente a qualquer ação militar turca na Síria e devem contestar as propostas.
Desde que os Estados Unidos iniciaram os ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque, em 8 de agosto, a Turquia está sob crescente pressão ocidental para fornecer mais apoio à campanha aérea, mas estava impedida por causa do sequestro de 46 pessoas, a maioria turcos, pelo Estado Islâmico na cidade de Mosul, norte iraquiano. Após mais de três meses de cativeiro, os reféns foram libertados em 20 de setembro, dando ao governo turco mais liberdade para combater o Estado Islâmico.
Outro impulso para uma maior envolvimento da Turquia na ofensiva regional contra os extremistas é a luta de duas semanas entre Estado Islâmico e uma milícia curda síria pelo controle da cidade de Ayn al-Arab, norte da Síria.
A violência na região envolve Ancara no conflito cada vez mais, já que os combates levaram mais de 150 mil sírios a fugir para a Turquia, segundo autoridades turcas e curdas. Pelo menos 1,3 milhão de sírios desalojados pela guerra civil em seu país já estão em território turco.

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