France Presse
De Kota Kinabalu
Pelo menos vinte pessoas, entre elas franceses, alemães, finlandeses e sul-africanos, foram sequestradas no domingo por indivíduos fortemente armados, que invadiram um centro de mergulho em um balneário de uma pequena ilha do Leste da Malásia.
Os agressores, armados com lança-foguetes e metralhadoras M-16, desembarcaram na ilha de Sipadan, diante da costa do Estado de Saba, norte de Bornéu, perto da fronteira filipina. Em seguida, obrigaram as cerca de 20 pessoas a subir a bordo de vários barcos, tomando rumo das Filipinas, segundo fontes oficiais.
Entre os reféns figuram dois franceses, três alemães, dois sul-africanos, um libanês, dois finlandeses e dois filipinos, informou ontem o ministro filipino da Defesa, Orlando Mercado. Os demais são originários da Malásia.
Um funcionário do centro de pesca submarina afirmou, no entanto, que eram dez os estrangeiros sequestrados: dois franceses, cinco alemães e três italianos. Acrescentou que toda a ilha foi evacuada pela polícia malaia para uma ilha vizinha.
Este sequestro foi efetuado ‘‘por cinco ou seis filipinos que fugiram para as Filipinas’’, acrescentou Mercado.
‘‘Não descartamos a possibilidade de ser rebeldes muçulmanos do grupo Abu Sayyaf, piratas locais ou outros grupos de fora da lei que operam no Sul’’, afirmou, por sua parte, o coronel Ernesto de Guzman, em Zamboanga, onde se encontra o quartel-general das forças filipinas.
O vice-primeiro-ministro malaio Abdulah Ahmad Badawi afirmou que uma equipe especial da polícia foi enviada ao local, e que as forças de segurança malaia e filipina estão trabalhando em estreita colaboração.
A ilha de Sipadan, um conhecido centro balneário pela prática de mergulho, fica próximo das Filipinas, onde são muito ativos os grupos de rebeldes muçulmanos.
Um desses grupos, o de Abu Sayyaf – que pretende estabelecer um estado independente islâmico no Sul das Filipinas –, retém desde 20 de março como reféns pelo menos 27 pessoas, entre elas muitas crianças, no Sul das Filipinas.

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