Paris- Uma semana depois do maremoto na Ásia, as agências de viagem européias voltam os olhos para a América Latina, principalmente para o Brasil e Caribe, embora muitos turistas também aceitem viajar para as nações atingidas pela tragédia, apenas evitando as áreas devastadas.
''Preparamos ativamente o Brasil. Para os que não desejam ir tão longe, há as Ilhas Canárias'', disse um porta-voz da operadora finlandesa Finnmatkat. A sueca Ving oferece Egito, Tunísia ou Gâmbia, enquanto a concorrente Fritidsresor, muito afetada pela catástrofe asiática, para onde levou muitos dos turistas que estão desaparecidos, propõe as ilhas espanholas.
Para os alemães e italianos, o Caribe é a alternativa. Já para os portugueses, é o Brasil, enquanto os tchecos se interessam pelos dois destinos e os espanhóis continuam preferindo Argentina e México.
A médio prazo, o Brasil e as Canárias são os destinos melhor localizados para absorver uma parte importante dos turistas europeus que desistiram de ir para a Ásia, segundo o professor sueco de geografia humana Bengt Sahlberg. Mas muitos turistas europeus continuam preferindo o sol e as paradisíacas praias asiáticas.
Várias operadoras anunciaram ontem que irão manter os pacotes já comprados para aquela região, embora tenham modificado os roteiros e locais de hospedagem. ''Algumas pessoas cancelaram suas reservas, mas a maioria mudou de destino, por exemplo, da costa oeste para a costa leste da Tailândia, que não foi afetada'', constatou a Jumbo, maior operadora da Áustria.
Os destinos indonésios de Bali e Lombok continuam entre os mais procurados. Apenas a ilha de Sumatra, a mais afetada pelo maremoto, deixou de interessar aos turistas.
A Associação Alemã de Operadoras de Turismo e Agências de Viagem fez um apelo para que os turistas não viajem para as regiões afetadas, mas não façam um boicote aos países afetados, ''cuja economia precisa do turismo, evitando que eles sejam castigados uma segunda vez''.
A grande maioria dos 500 húngaros que estavam na região atingida pelo maremoto ali permaneceu até o fim de suas férias, segundo a Neckermann e Tensi Tours. Na Itália, apenas 30% dos clientes confirmaram seus pacotes para os países afetados.

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