Jerusalém Morreu, ontem à noite, a mulher ferida por um jordaniano que disparou contra um grupo de turistas na fronteira entre Israel e Jordânia antes de ser abatido, informaram fontes médicas israelenses. A turista, que não teve a identidade e a nacionalidade confirmadas até o momento, foi ferida com um tiro na cabeça perto de Eilat, sul de Israel, tendo sido levada para o hospital Soroka de Beersheva.
A tragédia começou quando um motorista jordaniano abriu fogo contra um grupo de turistas latino-americanos em Arava, na fronteira jordaniana, antes de ser morto por guardas israelenses.
Em Quito o subsecretário de Desenvolvimento Institucional da chancelaria do Equador, Fabián Valdiviezo destacou que cinco equatorianos ficaram feridos, um deles gravemente. Precisou que uma equatoriana, identificada como Mónica Terán, foi ferida gravemente na cabeça. ''Foi operada, está na unidade de tratamento intensivo, mas seu estado é de extrema gravidade'', acrescentou o diplomata.
O episódio aconteceu ontem no momento em que o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, iniciava em Gaza uma série de reuniões com radicais islâmicos para negociar um projeto de trégua.
Enquanto isto, Qorei iniciou discussões na sede do Conselho Legislativo palestino em Gaza com representantes de uma coalizão, que junta 13 movimentos nacionalistas e islamitas, para tentar negociar um projeto de trégua nos ataques contra Israel.
''Não haverá uma trégua unilateral, mas um cessar-fogo recíproco submetido a certas condições'', afirmou Qorei depois da primeira sessão de discussões. ''Nosso povo é vítima de uma agressão que deve acabar'', acrescentou.
O representante do Hamas, Ismail Haniyé, considerou que é ''ilógico falar de uma trégua enquanto a agressão israelense continua. Reafirmamos a Qorei o direito do nosso povo à autodefesa e à resistência contra o ocupante, mas estamos dispostos a evitar os civis, se o inimigo sionista também o fizer'', garantiu Haniyé. Um líder da Jihad Islâmica, Mohammad Al Hindi, declarou que ''ainda é cedo para falar em trégua. Viemos ouvir o que Qorei tem a dizer, e depois refletiremos''. O Hamas e a Jihad Islâmica cometeram mais de cem ataques suicidas contra Israel desde o começo da segunda Intifada, em setembro de 2000. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, um grupo armado ligado ao movimento Fatah, anunciaram que se opõem a uma trégua.
Um representante israelense indicou que seu governo não conduzirá novas operações ofensivas contra os palestinos se acabar a violência. A última trégua unilateral proclamada pelos movimentos palestinos, em junho passado, foi rompida sete semanas depois.

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