Com a nova moeda européia em circulação, o euro, a partir de 1º de janeiro, quem for para um dos 12 países da Europa que adotarão esse sistema deve ficar atento a algumas dicas para não perder dinheiro na hora da conversão. Entre as melhores alternativas apontadas pelos especialistas está a compra de traveller checks em euro. Há instituições sediadas no Brasil que estão realizando essa troca desde 1999.
Como o papel euro deverá estar disponível no Brasil apenas em março com exceção do Banco Safra, que promete fazer a transação a partir de 2 de janeiro outra opção seria a aquisição do dinheiro local para quem precisa viajar antes do fim do ano. ''A maioria dos bancos deverá cobrar uma taxa de conversão para efetuar a troca. No entanto, com certeza, será menor que a do dólar'', afirma o superintendente-geral do Banco Safra, João Manuel Freitas.
A taxa é autorizada pelo Banco Central Europeu por causa do custo envolvido na emissão das novas notas. Até agora, há 24 bilhões de notas emitidas nos países envolvidos.
Por isso, a escolha pelo dólar deverá ser feita em último caso, principalmente porque se corre o risco de enfrentar filas nos bancos e casas de câmbio que estarão fazendo a troca também para os habitantes dos locais. ''Pelo aspecto cultural, o brasileiro sempre achou seguro comprar a moeda americana, mas isso deve ser mudado quando o destino é a Europa'', explica o diretor de Câmbio da Corretora Cotação DTVM S.A., Nelson Gasparian. Isso porque o viajante ficará suscetível a duas conversões: de dólar para a moeda local e, respectivamente, para o euro.
Cada país estipulou uma data-limite para receber a moeda local no mercado antes de mudar definitivamente para o euro. Com exceção da Alemanha que extinguirá o marco alemão no dia 1.º a maioria aceitará até fevereiro.
Mesmo com as facilidades de troca, o diretor de Vendas da American Express do Brasil, Elyseu Mardegan Júnior, recomenda ao turista não levar mais do que US$ 150 ou o valor equivalente em moeda local em dinheiro para não correr riscos de perda ou roubo. ''É interessante que se leve, além dos travellers, um cartão de crédito internacional.''
Mas não se deve perder o controle dos gastos porque na hora de pagar, o valor é calculado sobre o dólar vigente no vencimento da fatura. Além disso, o governo cobra 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre qualquer transação operacional feita por meio de cartão de crédito, alerta Gasparian.
Portanto, o traveller check continua sendo a melhor alternativa, principalmente porque é aceito nos principais pontos-de-venda das grandes cidades. Caso o valor do pagamento seja inferior ao do especificado no traveller, Mardegan esclarece que o troco é dado em moeda local - até o dia 1º.''Esse meio de pagamento também é mais seguro contra roubo e perda.''
Quem vai viajar não deve ficar preocupado com aumento de preços na hora da compra em euro. Isso porque quando foi criado o euro, em janeiro de 1999, fixou-se a paridade das 12 moedas locais e essa taxa permanece a mesma. Além disso, a concorrência entre os comerciantes deve estimular a baixa dos valores dos produtos.
Quem tiver dúvidas sobre a nova moeda poderá esclarecer acessando, a partir de hoje, o site da Corretora Cotação DTVM S.A., pelo endereço www.cotacao.com.br, onde foram levantadas e respondidas as principais questões sobre o assunto.

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