Turista britânica é morta em Jerusalém
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sexta-feira, 14 de abril de 2017
France Presse 
Jerusalém - Uma turista britânica de 23 anos morreu nesta sexta-feira (14) após ser esfaqueada por um palestino em um VLT em Jerusalém, informou uma fonte policias. Os ataques visando especificamente os turistas são raros em Jerusalém.
O palestino foi preso pela polícia e a identidade da vítima não foi revelada. Segundo a imprensa local, ela seria uma estudante que teria a dupla nacionalidade israelense e britânica. Ela chegou a ser socorrida em estado crítico pelos serviços de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.
O atacante seria, de acordo com o Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, Jami Tamimi, de 57 anos e um morador de Jerusalém Oriental. No passado, foi hospitalizado depois de uma tentativa de suicídio e condenado em 2011 por agredir sexualmente sua filha, de acordo com o Shin Beth.
O comandante da polícia de Jerusalém, o comissário Yoram Halevy, afirmou aos jornalistas que o "terrorista está muito perturbado mentalmente". Segundo a polícia, o agressor subiu no VLT com uma mochila. Ele reparou na jovem que estava próxima dele e tirou uma faca da mochila antes de atingi-la várias vezes na região do peito.
O ataque ocorreu perto da Cidade Velha, onde a polícia israelense está presente em grande número para as celebrações da Páscoa judaica, iniciadas na segunda-feira. Nesta ocasião, dezenas de milhares de judeus vão à Cidade Velha para visitar o Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo. Milhares de cristãos do mundo inteiro celebram no mesmo dia a Sexta-Feira Santa antes da Páscoa.
ONDA DE VIOLÊNCIA
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou, apesar da tese policial sobre a saúde mental do agressor, "o terrorismo islâmico extremista".
"Um terrorista palestino assassinou a sangue frio uma estudante de 23 anos de nacionalidade britânica", acrescentou o premiê, afirmando que as forças de segurança israelenses frustraram "várias tentativas de atentados nos últimos dias", sem fornecer outras precisões. O presidente Reuven Rivlin expressou em um comunicado sua "tristeza" após este ataque.
Os territórios palestinos, Jerusalém e Israel são palco de uma onda de violência que já matou 260 palestinos, 41 israelenses, dois americanos, um jordaniano, um eritreu e um sudanês desde 1º de outubro de 2015, de acordo com uma contagem da AFP.
A intensidade da violência diminuiu nos últimos meses. Contudo, o chefe do Shin Beth, Nadav Argaman, estimou recentemente que a "calma relativa atual" na Cisjordânia ocupada e em Israel era "enganadora".


