Tomas Stargardter/France PresseLiberdadeO general Rivas Rodríguez, de maca, deixa a casa acampanhado do arcebispo Cipriani, o chefe da Cruz Vermelha Minning e colaboradores

Um general com problemas de saúde foi liberado na madrugada de ontem da residência do embaixador japonês na Capital peruana, ocupada pelo grupo guerrilheiro Tupac Amaru há 41 dias. Ainda estão em cativeiro 72 reféns, e a tensão continua, já que a libertação não trouxe nenhuma esperança de um fim para a crise. O general José Rivas Rodríguez, vice-chefe da polícia nacional, saiu em uma maca carregada por integrantes da Cruz Vermelha Internacional, em meio a uma manifestação de militares que cercavam o local.
Acompanhavam Rivas um suposto médico, segurando o que parecia ser uma bolsa de soro, o delegado da Cruz Vermelha, Michael Minnig, seu colaborador Jean Pierre Schearer e o arcebispo de Ayacucho, Juan Luis Cipriani, que estavam envolvidos na mediação com Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).
A manhã de ontem foi agitada. Cerca de 100 japoneses do Grupo Barco da Paz entoaram canções e exigiram uma solução negociada para a libertação dos reféns. O cardeal da Igreja peruana, Augusto Vargas Alzamora, entrou na Embaixada sitiada junto com o arcebispo Cipriani, às 11h10. O cardeal pretendia levar ‘‘uma mensagem de alento e esperança’’ aos prisioneiros.
Ao deixar a Embaixada japonesa meia hora depois, Alzamora declarou que os reféns estão bem e pediu que o conflito se resolva pacificamente, ‘‘em um ambiente de verdadeira inteligência’’. Cipriani, que deixou o local junto com o cardeal, disse: ‘‘Há uma pequena luz no horizonte, e Deus queira que as negociações possam começar logo’’.

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