Tumultos na greve em Caracas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas Efetivos da Guarda Nacional (GN) lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar dezenas que pessoas diante da sede da empresa estatal de petróleo PDVSA, leste de Caracas. A manifestação tinha como objetivo apoiar a greve geral na Venezuela.
A oposição venezuelana iniciou uma greve de protesto segunda-feira contra o governo de Hugo Chávez, convocada pelo presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega.
Segunda-feira à noite, um grande panelaço movimentou especialmente os bairros residenciais de Caracas e o interior da Venezuela. O panelaço também teve grande adesão nas regiões centro-leste e sudeste da capital, e nas cidades do interior, como Valencia (100 km a oeste de Caracas) e Maracaibo (500 km a oeste).
O manifestação foi acompanhada pelo refrão ''vai, vai, vai'' e pelo acionar das buzinas dos carros, nas avenidas de Caracas.
Denúncia Jornalistas das TVs de Caracas denunciaram agressões, ontem, por agentes da Guarda Nacional, encarregados da repressão à manifestação na praça de Chuao, leste de Caracas, onde fica a sede da empresa de petróleo PDVSA. Um técnico do canal CMT, José Antonio Dávila, teve um ferimento na altura do pescoço e contou que ele e o repórter foram atacados quando pediram explicações sobre a repressão com bombas de gás lacrimogêneo.


