JerusalémO julgamento contra o líder palestino Maruan Barguti foi retomado ontem em meio a desordens protagonizadas por ativistas da direita nacionalista israelense e pacifistas judeus e árabes, em frente ao tribunal do distrito de Tel Aviv. As testemunhas disseram que houve ''troca de empurrões e socos'' entre os dois grupos, mas não há informação de vítimas ou detenção entre os que exigiam a condenação do ''terrorista e criminoso'' deputado Barguti, e os que exigiam sua liberdade.
O tumulto tomou conta do tribunal quando o juiz Tzvi Gurfinker proibiu que Barguti fosse representado por advogados não israelenses, mesmo tendo o direito de exercer sua profissão naquele país. Os advogados de Barguti são o palestino Yauad Boulos que, assim como a grande maioria dos palestinos de Jerusalém, conta com um documento que o credencia como morador da cidade, negando-se a adquirir a cidadania israelense , e Shamai Leibowitz.
Barguti, preso no último dia 14 de abril por soldados do Exército israelense na cidade cisjordaniana de Ramallah, não reconheceu os juízes do tribunal na audiência anterior, no último 5 de setembro, argumentando que precisam de atribuições para julgar um cidadão não israelense e preso em território sob o Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
DenúnciaO deputado palestino Maruán Barguti, líder do movimento Al Fatah na Cisjordânia, promete acusar, ante o Tribunal do distrito de Tel Aviv o Estado de Israel de 54 supostos delitos contra seu povo desde 1948 até os dias de hoje. Barguti acusa Israel de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e de discriminação racial.

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