Túmulo de João Paulo II receberá visitas
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
France Presse 
Cidade do Vaticano A cripta da basílica de São Pedro, onde foi sepultado o Papa João Paulo II, será aberta à visitação pública amanhã, às 7 horas (2 horas de Brasília), informou o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls.
João Paulo II foi sepultado sob a terra, conforme desejo expresso em seu testamento, no túmulo que pertencia a João XXIII transferido para a basílica de São Pedro após a beatificação em 2000 , ao lado de seu predecessor João Paulo I e dos papas Benito XV, Inocente IX, Júlio III e Paulo VI. Nesta cripta estão enterrados outros 19 papas e quatro monarcas, entre eles a rainha Cristina da Suécia.
A decisão de dar início à visitação pública foi tomada ontem durante a sétima reunião de cardeais na congregação geral, realizada na Sala do Sínodo do Palácio Apostólico com a presença de 134 cardeais.
Antes da abertura ao público, os príncipes da Igreja visitam hoje a tumba para um momento de oração, ao término da quarta missa da novena em memória do Papa polonês, que será realizada pelo cardeal dom Eugenio Sales, ex-arcebispo do Rio de Janeiro.
Cumprindo seu desejo, o Papa foi sepultado em uma singela tumba no chão e recoberta somente por uma lápide de mármore branca com o seu nome, além das datas de nascimento e morte em letras douradas. A austeridade da última morada de João Paulo II contrasta com a suntuosidade de alguns túmulos vizinhos como o sepulcro de mármore esculpido de Pio XI.
Após o descanso dominical, os cardeais retomaram também os debates sobre o estado da Igreja e as discussões para definir o perfil do novo Papa, que será escolhido no conclave que começa dia 18.
''Os cardeais renovam sempre seu pedido a todo o povo de Deus para que acompanhe com intensas orações estes dias de preparação para o conclave a fim de que o Espírito Santo esteja presente durante as votações'', declarou Navarro Valls.
Os cardeais também recomendaram aos bispos e sacerdotes que usem parte das missas para se referir à eleição do novo Sumo Pontífice. A congregação geral examinou igualmente os gastos do período que vai desde a morte do Papa até a eleição do seu sucessor, segundo o relatório do porta-voz do Vaticano.
Em sua reunião anterior, no sábado, os cardeais haviam decidido por unanimidade suspender todos seus contatos com a imprensa como um gesto de responsabilidade neste período mais intenso de silêncio e oração até a eleição de um novo Papa.


