De acordo com cientista político Eliel Machado, uma das consequências mais visíveis com relação aos ataques que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas foi o estigma aos muçulmanos. ''Passaram a vincular a religião islâmica com o terrorismo. E não foi somente lá, mas nos demais países que tinham e têm uma aproximação com a cultura dos EUA'', resume.
Mas, além da religião, movimentos sociais diversos passaram por um momento de crise. ''O reflexo foi a criminalização das ordens contestatórias mundo afora. Movimentos dessa ordem, como as greves, passaram a ser tachados de terroristas. No Brasil, as ocupações por terras também acabaram sendo vinculadas a essa imagem negativa.''
Como se não bastasse, a pressão dos EUA sobre a segurança também refletiu em todo o mundo. ''Até mesmo para justificar suas ações, os norte-americanos passaram a difundir a necessidade de uma segurança permanente''.
Argumentos sobre segurança que são balizados pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Roberto Bacovis. ''Sem dúvidas, o rigor da fiscalização nas viagens internacionais se intensificou. Num primeiro momento, a procura pelo destino norte-americano diminuiu devido à essa mudança'', completa. (M.T.)

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