Koror, Palau - Uma equipe de cientistas de Palau, sul do Pacífico, vai equipar tubarões com câmeras de vídeo com o objetivo de proteger a espécie de seu predador mais perigoso: o homem.
A Fundação para os Tubarões da Micronésia, promotora do projeto, recorreu a um membro da equipe da revista americana National Geographic, que desenvolveu um sistema de vídeo capaz de registrar os hábitos do animal quando não tem ninguém em volta.
Este dispositivo permite, ainda, fixar receptores acústicos na cauda dos animais para avaliar a distância que percorrem durante aproximadamente um mês. ''Não se pode administrar um recurso natural se não for conhecido antes e, neste caso, é preciso conhecer a biologia do tubarão'', reforçou Philip Lobel, professor de biologia marinha da Universidade de Boston e responsável científico da Fundação da Micronésia.
Segundo Lobel, os tubarões, predadores pré-históricos, alimentam há muito tempo o imaginário coletivo dos homens, mas a dificuldade em estudá-los e obter resultados confiáveis para as pesquisas faz com que os cientistas com frequência se recusem a elaborar projetos de pesquisa.
No entanto, os tubarões são uma espécie em grave risco de extinção. Em Palau, assim como em outras latitudes, estes peixes são vítima de uma pesca crescente para abastecer os mercados do sudeste asiático, onde a sopa de barbatana de tubarão é uma iguaria muito apreciada. ''A tragédia é que não se pesca o tubarão para alimentar pessoas com fome e estão aniquilando estes animais para produzir um caríssimo produto de luxo''.

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