São Paulo - A polícia japonesa afirmou ontem que ao menos 331 pessoas morreram e outras 531 estão desaparecidas depois que um terremoto avassalador de magnitude 8,9 atingiu o país, causando um tsunami. O impacto do tremor, suas dezenas de réplicas, e as ondas gigantes causaram ainda o rompimento da represa Dam, em Fukushima, no nordeste do país, alagando diversas casas. As autoridades temem que o número final de mortos ultrapasse mil.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, cerca de 200 ou 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, a mais próxima do epicentro. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas. A dimensão dos danos ao longo de uma extensa faixa costeira indica que o número de mortos pode aumentar significativamente.
A polícia disse ainda que ao menos 627 pessoas ficaram feridas. O embaixador brasileiro no Japão, Marcos Galvão, afirmou que ainda não há notícias de vítimas brasileiras. Segundo ele, as províncias mais atingidas foram Miyagi, Iwate e Fukushima, onde o número de brasileiros é cerca de 800.
A Kyodo informou ainda que um número não especificado de casas ficou sob a água depois do rompimento da represa Dam em Fukushima. Não há informações ainda se havia moradores na área afetada ou qual a extensão dos danos.
A cidade foi uma das mais afetadas e teve 3 mil moradores retirados por danos a um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.
''Nós temos uma situação em que um dos reatores não pode ser esfriado'', disse o porta-voz do governo, Yukio Edano. ''Nenhuma radiação vazou. O incidente não impõe riscos ao ambiente no momento'', garantiu.
Além do tremor, o pior a atingir o Japão e um dos sete mais fortes do mundo, um tsunami de sete metros devastou a costa leste do Japão, deixando um rastro de destruição e arrastando carros, navios e até mesmo casas, além de causar incêndios fora de controle.
O terremoto ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 em Brasília) e teve seu epicentro no oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Desde então, mais de 50 réplicas atingiram o país, muitas delas acima de magnitude 6. O USGS utiliza uma medição baseada na escala aberta de Magnitude de Momento, que mede a área da falha que se rompeu e a totalidade de energia liberada. Nesta escala, um terremoto de magnitude 6 ou superior pode causar danos significativos em áreas populosas.

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