Tsunami e vulcão deixam 109 mortos na Indonésia
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Folhapress 
São Paulo - Após ser atingida por um tsunami que já deixou 108 mortos e mais de 500 desaparecidos, a Indonésia registrou também a primeira morte causada pelo vulcão Merapi, que entrou em erupção também ontem. Fontes do hospital Panti Nugroho, de Yogyakarta, confirmaram a entrada de 13 pessoas com ferimentos e a morte de um bebê de três meses em decorrência de um grave problema respiratório causado pela inalação de cinzas.
Segundo o centro médico, nove pessoas de idade avançada deram entrada por problemas respiratórios e outras quatro por queimaduras. As autoridades começaram a retirar 40 mil pessoas para estabelecer um raio de segurança de dez quilômetros em torno da cratera da montanha, com 2.914 metros de altura do nível do mar.
Em Java, militares, policiais e funcionários civis protegidos por máscaras brancas continuavam com o processo de retirada em caminhões do Exército e caminhonetes. Fontes da Cruz Vermelha da Indonésia indicaram que distribuíram cobertores, plásticos e tendas nos centros de acolhimento que foram organizados na região do vulcão.
Segundo o governo indonésio, as cinzas expelidas pela erupção chegam a 1,5 km de altura. O monte possui 2.914 metros altitude. O governo recomenda que os moradores deixem o local o quanto antes. A cidade de Yogyakarta, a maior da região, fica a cerca de 26 km do vulcão.
O aumento nos últimos dias da pressão no interior do vulcão, considerado o mais volátil da Indonésia, fez autoridades alertarem para a possibilidade de ocorrer uma das mais fortes erupções dos últimos anos -o que ainda não foi confirmado.
Já chegam a pelo menos 108 os mortos devido a um tsunami que atingiu a Indonésia hoje após um terremoto de magnitude 7,7 ocorrido na noite de ontem. Ao menos 502 outras pessoas estão desaparecidas.
O tremor de ontem ocorreu a cerca de 78 km da costa de Pagai do sul, nas ilhas Mentawai. Após o tremor, o governo da Indonésia chegou a emitir um alerta de tsunami, mas depois o suspendeu, acreditando não haver risco de chegada de ondas ao seu litoral. As ondas destruíram a maioria das edificações no vilarejo costeiro de Betu Monga, disse um alto funcionário da regional do Departamento de Pesca.


