Trump nega ter igualado manifestantes
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (17) ter feito "equivalência moral" entre os supremacistas brancos e manifestantes antirracistas. Na terça-feira (15), declaração de Trump de que há "culpa dos dois lados" pelo episódio de violência em Charlottesville, na Virgínia, teve grande repercussão e foi alvo de críticas.
Pelo Twitter, o presidente norte-americano disse que teve afirmação deturpada e atacou o senador republicado Lindsey Graham. "Em busca de publicidade, Lindsey Graham falsamente afirmou que eu disse que existe uma equivalência moral entre KKK (Ku Klux Klan), neonazistas e supremacistas brancos e pessoas como a sra. [Heather] Heyer. Que mentira tão nojenta", disse Trump, se referindo a grupos de ódio e à ativista que morreu após ter sido atropelada por um carro que atingiu manifestantes antirracismo.
Na quarta (16), Graham disse que Trump "deu um passo para trás" ao sugerir que havia uma "equivalência moral" entre supremacistas e grupos contrários ao extremismo.
O confronto em Charlottesville e a morte de Heather intensificaram o debate sobre símbolos confederados nos EUA. Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os Estados Confederados, do sul americano, defendiam a manutenção da escravidão. Em meio a pressão, cidades dos EUA têm acelerado a retirada de estátuas de generais confederados. Nesta quarta, a estátua dupla dos militares Robert E. Lee e Thomas "Stonewall" Jackson foi retirada e substituída por uma escultura de uma mulher negra grávida, que carrega outro filho nas costas.
"Triste ver a história do nosso grande país ser destruída com a remoção de nossas belas estátuas e monumentos", afirmou Trump também no Twitter. "A beleza que está sendo retirada de nossa cidade e parques será sentida e nunca poderá ser substituída", disse.


