Washington - O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu ao lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o aliado Japão dizendo, nesta terça-feira (29), que "todas as opções estão sobre a mesa". Apesar de a declaração manter viva a possibilidade de uma ação militar, o tom foi mais brando do que o adotado pelo mandatário desde o início do mês, quando ele ameaçou responder com "fogo e fúria" se a Coreia do Norte fizesse mais ameaças ao país e disse que as armas estavam "engatilhadas e carregadas".

Trump evitou, inclusive, confrontar o regime de Kim Jong-un nas redes sociais – como geralmente faz – ou ao ser questionado por jornalistas. A mensagem desta terça foi divulgada por nota pela Casa Branca. "O mundo recebeu a mais recente mensagem da Coreia do Norte em alto e bom som: esse regime sinalizou seu desprezo pelos vizinhos, por todos os membros da ONU (Organização das Nações Unidas) e pelos padrões mínimos aceitáveis de comportamento internacional", disse. "Todas as opções estão sobre a mesa."

Após a divulgação do comunicado, o coronel Robert Manning, porta-voz do Pentágono, disse à Reuters que uma solução diplomática ainda era a preferida pelos militares. "Todas as opções estão sobre a mesa, mas a diplomacia ainda está no topo delas", afirmou.

No domingo (27), antes da ação norte-coreana contra o Japão, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, havia dito que o país manteria uma "campanha de pressão pacífica" para trazer Pyongyang à "mesa de negociação". Dias antes, num comício no Arizona, Trump afirmou que o regime norte-coreano estava "começando a respeitar os EUA".

Um alto funcionário do governo disse à Associated Press que a ausência de uma resposta mais dura de Trump já seria parte do esforço do novo chefe de gabinete da Casa Branca, o general John Kelly, de evitar a escalada retórica entre os dois governos vista no início de agosto.

A Coreia do Sul, no entanto, respondeu com mais testes militares. Segundo Seul, quatro caças F-15K lançaram oito bombas MK 84 em alvos simulados no território sul-coreano nesta terça.

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