São Paulo - O pré-candidato republicano à Presidência dos EUA Donald Trump disse ontem que só deve anunciar seu vice na convenção do partido, em julho, e que avalia cinco ou seis nomes para acompanhá-lo na disputa. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o empresário afirmou preferir escolher alguém com experiência política, que possa ajudá-lo com a legislação e com a articulação com os demais poderes.
"Tenho uma lista com aqueles que gostaria que estivessem comigo, que saibam como as coisas são em Washington. Não precisamos de outro homem de negócios", afirmou, referindo-se a si próprio como um dos melhores desta categoria.
Para o candidato, o ideal seria um vice eleito anteriormente a outro cargo porque já teria passado pelo escrutínio dos eleitores, da imprensa e do governo. Dentre seus principais aliados que estariam nesta situação está o governador de Nova Jersey, Chris Christie. Ex-rival nas primárias do partido, o político foi escolhido pelo magnata como seu chefe de transição política.
Questionado pelos jornalistas, o magnata não descartou, porém, que o governador esteja fora de cogitação para ser seu companheiro de chapa. "Não, de maneira alguma", disse.
A escolha do vice-presidente é vista como crucial para que o magnata consiga o apoio do partido a sua candidatura e a indicação de um integrante da cúpula política poderia ajudar neste trabalho.
Além de Chris Christie, os ex-governadores do Texas Rick Perry e do Arizona Jan Brewer aparecem entre os nomes especulados para a vaga. O grupo de seleção é conduzido pelo coordenador de campanha, Corey Lewandowski.
Outros adversários, como o senador pela Flórida Marco Rubio, querem distância de Trump. "Não penso, não pensarei e não quero ser considerado como candidato à vice-presidência", disse o ex-candidato pelo Facebook.

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