Washington - O presidente dos EUA, Donald Trump, sacramentou a promessa que fez ao presidente Jair Bolsonaro em março e designou nesta quarta-feira (31) o Brasil como um aliado preferencial extra-Otan. O comunicado assinado por Trump foi encaminhado pela Casa Branca ao Departamento de Estado, comandado pelo secretário Mike Pompeo.

Comunicado foi encaminhado pela Casa Branca ao Departamento de Estado, comandado pelo secretário Mike Pompeo
Comunicado foi encaminhado pela Casa Branca ao Departamento de Estado, comandado pelo secretário Mike Pompeo | Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP

A designação cabe a países que não são membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas considerados aliados estratégicos militares dos EUA.

Segundo o documento, o novo status diz respeito ao controle de exportação de armas. Com isso, o País passa a ter acesso à cooperação militar e transferências de tecnologia com os americanos.

A designação agrada a ala militar do governo brasileiro, porque promete expandir a cooperação entre as forças dos países e a possibilidade de comprar equipamentos com isenções dentro da Lei de Exportação de Armas que rege a venda desses produtos sensíveis.

O Brasil terá ainda prioridade para receber de graça ou a preço de custo "artigos de defesa em excesso", equipamentos que não são mais utilizados pela Defesa americana ou em estoque excessivo. Também será autorizado a participar de algumas licitações do Departamento de Defesa dos EUA, e terá maior facilidade na compra de tecnologia espacial.

Em março, Trump chegou a dizer que poderia trabalhar para o Brasil se tornar um integrante de fato da Otan e não só um aliado preferencial, mas isso dependeria de uma aprovação mais ampla organização.

O Brasil foi o 17º país a receber o status desde 1961 e o segundo nas Américas, depois da Argentina. A aliança tem 29 membros, mas nenhum na América Latina ou situado no Atlântico Sul. Desde o ano passado, a Colômbia goza do status de único sócio global da Otan na América Latina.

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