Trump confirma morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei
Khamenei dominou o Irã desde que assumiu o poder em 1989, sucedendo o fundador da república islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini
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sábado, 28 de fevereiro de 2026
Khamenei dominou o Irã desde que assumiu o poder em 1989, sucedendo o fundador da república islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini
France Presse 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nos ataques aéreos. "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi um estrategista habilidoso que nunca hesitou em recorrer à repressão e que superou muitas crises à frente do sistema teocrático da república islâmica.
Por enquanto, o Irã não confirmou o falecimento do dirigente de 86 anos, mas Donald Trump publicou em sua rede Truth Social que "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto".
Khamenei dominou o Irã desde que assumiu o poder em 1989, sucedendo o fundador da república islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini.
Ao longo de décadas, reprimiu brutalmente uma série de protestos, como a mobilização estudantil de 1999, as manifestações em massa desencadeadas em 2009 por eleições presidenciais controversas e uma onda de contestação em 2019.
Sempre com turbante preto e uma espessa barba branca, Khamenei também sufocou duramente o movimento "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022-2023, desencadeado pela morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o rígido código de vestimenta imposto às mulheres.
O líder supremo teve que se esconder durante a guerra de 12 dias em junho de 2025 provocada por um ataque sem precedentes de Israel, seu inimigo ferrenho, que evidenciou a profunda penetração dos serviços de inteligência israelenses nas estruturas iranianas.
Mas ele sobreviveu à guerra e, diante da nova onda de protestos que sacudiu o país no início deste ano e cuja repressão resultou em milhares de mortos, segundo várias ONGs, apareceu desafiador como nunca.
Em um contexto de ameaça constante de ataques israelenses ou americanos, o líder supremo, conhecido por levar uma vida simples e sem luxos, esteve ultimamente sob alta proteção.
Suas aparições públicas, relativamente pouco frequentes, nunca eram anunciadas com antecedência nem transmitidas ao vivo.
Nunca saiu do país desde que assumiu o poder, assim como o aiatolá Khomeini, que retornou ao Irã vindo da França durante a revolução islâmica de 1979.
Sua última viagem conhecida ao exterior remonta a 1989, quando era presidente, para uma visita oficial à Coreia do Norte.
Durante muito tempo se especulou sobre sua saúde, dada sua idade. Tinha o braço direito paralisado desde que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1981, que as autoridades sempre atribuíram a um grupo agora ilegalizado de antigos aliados da revolução.


