Trump avalia resposta militar a ataque químico
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quinta-feira, 06 de abril de 2017
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de uma resposta militar ao ataque químico que matou dezenas de civis na Síria, o qual a Casa Branca atribui ao regime do ditador Bashar Assad, informaram meios de comunicação nesta quinta-feira (6).
Segundo a emissora CNN apurou, Trump disse a congressistas que reconhece a gravidade da situação na Síria e estuda ações militares em retaliação ao ataque químico que matou, em números atualizados, cerca de 80 civis. Uma fonte disse que o presidente trata do tema com o secretário de Defesa, James Mattis.
O ataque químico na Síria gerou comoção internacional e Trump, que até então vinha destacando que sua prioridade na Síria era o combate ao terrorismo e não tirar Assad do poder, classificou o ataque de "hediondo" e "intolerável". O regime de Assad nega ser responsável pelo ataque.
O governo da Turquia declarou nesta quinta que autópsias confirmaram o uso de armas químicas no ataque em Khan Sheikhun, cidade síria controlada por opositores do ditador Bashar Assad. "Foram realizadas autópsias em Adana (sul da Turquia) de três corpos transportados de Idlib. Os exames revelaram que armas químicas foram utilizadas", afirmou o ministro turco da Justiça, Bekir Bozdag.
"Este exame científico revela também que Assad utilizou armas químicas", disse o ministro, sem revelar os elementos que servem de base para a acusação.
O regime sírio voltou a negar que tenha usado armamento químico. "Posso garantir mais uma vez que o Exército árabe sírio não usou e nunca utilizará este tipo de armas contra nosso próprio povo, contra as nossas crianças, nem mesmo contra os terroristas que mataram nosso povo", disse o chanceler sírio, Walid Muallem.


