Nova York - Em 1990, o republicano Mike Pence, jovem aspirante à Câmara, veiculou anúncio em que um homem com sotaque árabe agradecia a democratas pela dependência do petróleo do Oriente Médio. No ano seguinte, o cristão arrependido escreveu o ensaio "Confissões de um Candidato Negativo", que citava passagem da Bíblia sobre pecado e dizia que "uma campanha deve mostrar a decência humana básica".
Neste sábado (16), Pence, de 57 anos, atual governador de Indiana, fará seu primeiro evento como vice de Donald Trump, um dos candidatos mais polemistas que os EUA já teve. O magnata deve ser referendado como presidenciável republicano semana que vem, na convenção do partido. Na sexta (15), Trump tuitou que o vice seria Pence, político de credenciais conservadoras visto como contraponto à sua volatilidade.
Pence é evangélico, como um em quatro americanos, e pode ajudar com esse eleitorado. Nas prévias, apoiou o senador Ted Cruz (Texas), da mesma religião, mas sem melindrar adversários: "Não sou contra ninguém".
Agora que é a favor de Trump, serve de ponte com Washington, onde foi deputado por 12 anos, com histórico de votos antiaborto, anti-LGBT e a favor da "família tradicional". O vice, nos EUA, também preside o Senado e é um dos articuladores da Casa Branca com o Congresso.

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