Trump acusa Obama de grampear seu telefone
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sábado, 04 de março de 2017
France Presse 
Washington - O presidente Donald Trump acusou neste sábado (4) seu antecessor Barack Obama de usar escutas telefônicas durante a campanha eleitoral de 2016, sem fornecer, no entanto, provas dessa acusação. "Terrível! Acabo de saber que Obama fez escutas telefônicas na Trump Tower um pouco antes da vitória", tuitou. "Isso é McCartismo", acrescentou.
Os tuítes de Trump foram postados por volta das 5 horas da manhã deste sábado, ante a avalanche de revelações sobre os contatos entre funcionários russos e seus colaboradores mais próximos, entre eles o secretário da Justiça, Jeff Sessions, o caso mais recente.
O presidente negou reiteradas vezes que tenha vínculos pessoais com o Kremlin, e seus assessores negam ou minimizam esses contatos. Mas as acusações continuam em vazamentos quase diários na imprensa, que revela novos detalhes entre os laços entre Moscou e altos dirigentes de Trump.
As novas revelações sobre contatos do entorno de Trump com responsáveis russos fizeram com que o presidente americano contra-atacar. Antes de deixar Washington com destino a sua casa em Mar-a-Lago, na Flórida, pela quarta vez em cinco semanas, Trump acusou seus adversários políticos de empreenderem uma "caça às bruxas" sobre suas supostas relações com Moscou durante a campanha eleitoral, que o milionário nega.
Sessions, um fiel aliado do presidente, como secretário de Justiça tem o FBI (a Polícia Federal americana) sob seu comando, e na quinta-feira se recusou a participar de qualquer investigação sobre o papel da Rússia nas eleições. Depois que Sessions disse sob juramento no Senado "não ter comunicações com os russos", jornalistas relataram que, de fato, havia se reunido com o embaixador de Moscou em Washington, Sergey Kislyak, em duas oportunidades nos meses anteriores às eleições.
Sessions afirmou que isso fazia parte de sua função como senador e que apenas falou com o embaixador russo sobre "coisas normais". Mas a oposição Democrata não perdeu a oportunidade e pediu que o ex-senador renuncie e seja investigado por perjúrio.
O presidente também atacou o líder dos democratas e senador por Nova York, Chuck Shumer, uma das vozes mais fortes que pede a renúncia de Sessions. Em sua rede social preferida, o Twitter, o presidente colocou uma foto do senador tomando café e comendo donuts com o presidente russo, Vladimir Putin, em 2003, com a legenda: "Deveríamos começar uma investigação imediata do @SenSchumer e suas relações com a Rússia e Putin. Um total hipócrita"!
Em resposta, Schumer assinalou que "falaria com gosto" sobre seu encontro com Putin, acrescentando: "Você e sua equipe fariam isso"?
Em outro caso polêmico, por conta do ocultamento de conversas telefônicas com o embaixador russo, o ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn, acabou tendo de renunciar em 13 de fevereiro.


