Associated Press
Tropas russas cercaram 80% da capital chechena, Grosny, informaram fontes militares russas, onde mais de 5 mil guerrilheiros preparavam-se ontem para repelir um ofensiva das tropas federais.
Em alguns locais, os russos tomaram posições localizadas até cinco quilômetros da cidade. As tropas russas dirigiam-se para Achkooi Martin, já tomada na semana passada, de onde pretendiam tomar o reduto rebelde de Urs-Martan, próximo de Grosny. Isso completaria o cerco da capital, informou um porta-voz do Ministério da Defesa. Ele acrescentou que entre 5 mil e 6 mil soldados estão se entrincheirando em Grosny, enquanto as tropas russas se aproximavam da cidade.
Apesar do crescente movimento em oposição à ofensiva russa por parte dos líderes ocidentais, a Rússia não considera voltar atrás com sua ofensiva militar.
Segundo a agência oficial Interfax, os rebeldes tentam impedir que se complete ocerco de Grozny, defendendo o setor sul e reforçando suas posições na aldeia de Urus-Martan.
O vice-primeiro-ministro checheno Kazbek Majashev disse que a aldeia, 20 quilômetros a sudoeste de Grozny, está sob forte e constante fogo de artilharia.
Segundo ele, os russos querem provocar a fuga da população de Urus-Martan, para depois anunciar que a ocuparam ‘‘sem dar um único tiro’’, como fizeram com as cidades de Gudermes e Achkoi-Martan.
Na fronteira da vizinha Ingushétia, os refugiados se deslocavam sábado em duas direções diferentes. Num setor da fronteira, milhares de chechenos fugiram para a Ingushétia nas últimas 24 horas, enquanto em outro setor milhares de refugiados estavam voltando, depois que os russos expulsaram os rebeldes de suas aldeias.
Desde que começou a campanha russa, em setembro, mais de 217 mil pessoas já fugiram para a Ingushétia. A situação desses refugiados está sendo discutida em Moscou entre a Alta Comissária das Nações Unidas para Refugiados, Sadako Ogata, e o ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov.
Ogata disse que sua organização quer enviar ajuda adicional e pessoal internacional à região, pois a proximidade do inverno torna críticas as necessidades da população, mas explicou que aguarda garantias de segurança do governo russo antes de incrementar a presença da missão na conflagrada região.

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