Quito- As tropas equatorianas mobilizadas na fronteira com a Colômbia entraram em ''alerta máximo'' por ordem do presidente Rafael Correa em meio a uma severa crise bilateral, embora o governo de Quito ainda não tenha reforçado o contingente de 11.000 homens que mantém na zona, disseram funcionários do Ministério da Defesa que preferiram não ter o nome divulgado.
''Estamos em alerta máximo e patrulhando o limite político com a Colômbia'', disseram os funcionários. O controle da fronteira recai principalmente no Exército, e por ''enquanto não foi reforçado o dispositivo'', acrescentaram.
O Equador conta com 11.000 soldados no território que faz fronteira com a Colômbia - com a qual compartilha 600 km de território - apoiados por aviões A-37 de fabricação americana para operações na área de selva e helicópteros.
As forças armadas equatorianas possuem um total de 60.000 militares, armados com fuzis alemães HK, helicópteros Super Puma e MI, tanques como o AMX-13 francês, aviões Mirage e Kfir, segundo especialistas consultados pela AFP.
As forças se mantêm vigilantes depois que Correa dispôs a mobilização de tropas na fronteira após expulsar o embaixador colombiano e retirar o seu de Bogotá por causa da incursão de tropas colombianas nas quais morreram 20 guerrilheiros, entre eles o número dois das Farc Raúl Reyes.
A vigilância militar se estende da província amazônica de Sucumbíos (a nordeste e fronteiriça com o problemático departamento colombiano de Putumayo, produtor de coca) até a costa de Esmeraldas.(F.P.)

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