São Paulo - Após sete anos de um conflito que mobilizou 1 milhão de soldados americanos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem o fim da guerra do Iraque. Até o dia 31 de agosto todas as forças de combate deixarão o país, e uma equipe de transição com 50 mil homens ficará em solo iraquiano até o fim de 2011.
Obama confirmou que mais de 90 mil soldados voltarão para os EUA até o final do mês e, em discurso aos veteranos de diversas guerras que os EUA travaram com outros países, relembrou que o final da guerra estava de acordo com suas metas de campanha.
''Deixei claro que em 31 de agosto terminaríamos nossa missão de combate no Iraque. E isso é exatamente o que vamos fazer, como prometemos, e dentro do prazo'', afirmou.
O presidente disse ainda que os esforços estão mudando, e que a partir de agora os combatentes gradativamente darão lugar aos diplomatas, até que no final do ano que vem as forças de segurança do próprio país estejam treinadas para assumir totalmente o controle.
Os problemas enfrentados pelo país, no entanto, parecem longe de acabar. O índice da violência no Iraque voltou a subir no mês de julho, no qual morreram 535 pessoas, muito acima dos 284 mortos em junho passado, informaram hoje fontes do ministério iraquiano do Interior. O mês foi o mais letal no país nos últimos dois anos. Entre os mortos se encontram 89 policiais e soldados iraquianos, dos quais 34 morreram em Bagdá. Do total de mortos, 176 perderam a vida em ataques na capital. Os EUA rejeitam as estatísticas e afirmam que menos de 200 soldados morreram no último mês.
Outro motivo de dúvida quanto à estabilização do Iraque é a incapacidade de instalar um governo que seja reconhecido por todas as facções políticas. O país ainda não conseguiu formar um governo quase cinco meses após as eleições de 7 de março, quando venceu a aliança Al Iraqiya (O Iraquiano), liderada pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, que conseguiu 91 das 325 cadeiras do Parlamento unicameral.

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