O governo chinês voltou a insistir ontem que não libertará os 24 militares norte-americanos detidos há mais de uma semana na base aérea de Hainan, na China, até que os EUA peçam desculpas e assumam a responsabilidade pelo acidente aéreo no Mar da China. Um porta-voz do governo chinês afirmou que as declarações e comunicados do governo dos EUA sobre o acidente são ‘‘inaceitáveis’’ e não estão ajudando a acabar com a crise diplomática entre os dois países. O acidente aconteceu há dez dias, quando um avião de espionagem da Marinha americana pousou no solo chinês sem autorização após colidir com um caça de interceptação chinês.
‘‘Os EUA devem responder apropriadamente’’ os pedidos da China se não querem ‘‘complicar a coisas’’, advertiu Zhu Bangzao, porta-voz do governo chinês. Segunda-feira à tarde, diplomatas norte-americanos se reuniram, pela quarta vez consecutiva, com os tripulantes detidos e expressaram sua satisfação pelas condições oferecidas aos militares pelo governo chinês.
RefénsUma grande maioria de norte-americanos entende que os membros da tripulação do avião espião dos EUA que se chocou com um caça chinês estão sendo mantidos como reféns, segundo uma pesquisa publicada ontem.
De acordo com os resultados de um levantamento realizado para o USA Today e para a rede de televisão CNN pelo instituto Gallup, 55% das pessoas consultadas disseram que os 24 militares retidos há dez dias na ilha chinesa de Hainan são ‘‘reféns’’, um termo que as autoridades norte-americanas evitam utilizar até que os esforços diplomáticos não consigam sua libertação.
O mesmo percentual de norte-americanos também entende os Estados Unidos não devem pedir desculpas à China.

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