São Paulo - Após três dias presos a uma profundidade de 190 metros no oceano Pacífico, os sete tripulantes do minissubmarino russo AS-28 que lutavam contra a escassez de oxigênio foram resgatados pelo submarino robô Scorpio 45, ativado pela Marinha Britânica. Todos eles já fizeram exames médicos e passam bem. Apenas um continua em um navio da Marinha russa, mas não se sabe por que ele não foi levado para o continente.
Um robô britânico, operado por controle remoto, conseguiu cortar ontem os cabos que prendiam o minissubmarino no fundo do mar na península de Kamchatchka (costa do Pacífico).
O porta-voz da Marinha russa, Igor Dygalo, disse que seis marinheiros e o representante da empresa fabricante do minissubmarino estão em ''condição satisfatória''. Cinco horas após o seu resgate, seis deles foram levados a um hospital no continente para realização de exames.
O comandante da tripulação do submarino, tenente Vyacheslav Milashevsky, estava pálido e parecia cansado, mas disse estar ''bem'' quando questionado por jornalistas como se sentia, ao ser levado para o hospital.
ResgateO submarino emergiu às 4h26 (22h26 de ontem, horário de Brasília), após ficar três dias preso nas águas da costa do Pacífico, a uma temperatura que variava entre 5ºC e 7ºC.
Antes da chegada dos equipamentos britânicos e americanos, navios russos tentaram soltar o submarino e trazê-lo para águas mais próximas da superfície, onde mergulhadores poderiam acessar a embarcação, mas só conseguiram mover muito pouco a embarcação.
Os equipamentos estrangeiros chegaram à península às 10 horas (18 horas de ontem, horário de Brasília), e o Super Scorpio equipamento britânico que é capaz de mergulhar a uma profundidade de 1.515 metros, e é operado por controle remoto conseguiu acessar o local onde o submarino estava encalhado e cortar os cabos que o prendiam.
O submarino russo, que participava de um treinamento de combate, ficou preso nos cabos de uma antena submersa, que faz parte do sistema russo de monitoração da costa. As primeiras informações sobre o submarino davam conta de que a embarcação tinha ficado presa em redes de pesca, versão que foi desmentida depois pelas autoridades russas.
O envio de ajuda internacional só foi feito depois que a Rússia pediu formalmente pelo auxílio de países que pudessem colaborar com o salvamento dos tripulantes, ao contrário do que aconteceu há cinco anos, quando um outro submarino russo, o Kursk, ficou preso no mar de Barents, e o governo russo foi acusado de negligenciar o salvamento dos 118 tripulantes que morreram na embarcação.

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