TRÍPLICE FRONTEIRA - Paraguai estuda acordo e base dos EUA no país
Suspeitas da instalação de uma eventual base militar norte-americana no Paraguai foram reforçadas na semana passada pela presença de tropas americanas nas redondezas do vilarejo Mariscal Estigarribia, que fica a 200 quilômetros da fronteira com a Bolívia.
O chanceler brasileiro Celso Amorim considera ser desnecessária a presença de uma base militar dos Estados Unidos no Paraguai. A declaração de Amorim veio à tona pouco mais de 24 horas depois que foram publicadas as afirmações do vice-presidente do Paraguai, Luis Castiglioni, de que seu país estava interessado em oferecer ao governo do presidente George W. Bush colaboração na área de segurança regional em troca de um acordo de livre comércio que permitisse a entrada de produtos made in Paraguay no território americano.
No Paraguai, a oposição ao governo do presidente Nicanor Duarte Frutos alega que o país está sendo entregue para a instalação de uma base militar na área do vilarejo de Mariscal Estigarribia. Os líderes da oposição argumentam que, dali, as tropas americanas poderiam realizar intervenções nas zonas de conflitos sociais na Bolívia, na Tríplice Fronteira, e de quebra, teriam acesso ao Aqüífero Guarani, uma das maiores reservas de água potável do mundo.
Desde julho, tropas americanas fazem exercícios militares no território do Paraguai. Elas estão divididas em 13 missões e contam com aproximadamente 400 soldados americanos, que permanecerão no Paraguai até dezembro de 2006.
É o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo.
Está localizado na região
centro-leste da América do Sul. Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total). As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 metros de profundidade.
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