São Paulo- A Espanha viveu ontem um dia de reflexão antes das eleições legislativas deste domingo, em meio à comoção e ao repúdio ao assassinato, na sexta-feira, do ex-vereador socialista Isaías Carrasco no País Basco, cometido pela organização terrorista ETA. A campanha eleitoral espanhola, que deveria terminar à meia-noite de sexta-feira, foi interrompida pelo assassinato.
Ontem, durante ato contra o assassinato, Sandra Carrasco, a filha mais velha do ex-vereador, pediu aos espanhóis para participarem das eleições gerais em resposta ao atentado. ''Minha mãe e eu votaremos, e isso é o que peço a todo o mundo e a quem quiser se solidarizar com meu pai e com a nossa dor, que vote e compareça em massa no domingo para dizer aos assassinos que não vamos dar nenhum passo para trás'', disse.
Centenas de pessoas se solidarizaram com a família do ex-vereador assassinado em uma concentração realizada em frente à Prefeitura de Arrasate-Mondragón, no País Basco (norte da Espanha), onde um atirador do ETA alvejou Carrasco e onde será realizado o funeral. Autoridades dos governos espanhol e basco e dirigentes de todos os partidos políticos participaram da concentração, como a vice-presidente do governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, e o presidente regional do País Basco, Juan José Ibarretxe.
Concorrem às eleições Mariano Rajoy, 52 anos, do Partido Popular, e José Luis Zapatero, 47 anos, do Partido Socialista Operário Espanhol. Ex-vice-primeiro-ministro, Rajoy foi derrotado por Zapatero nas eleições de 2004. Rajoy surpreendeu ao fazer da imigração uma questão de peso na campanha, defedendo um sistema mais rígido de entrada no país.
Zapatero é o atual primeiro-ministro e, segundo pesquisas divulgadas no início do mês, está com cerca de 50% das intenções de voto. Entre as principais medidas de seu governo estão a retirada das tropas espanholas do Iraque, o envio de tropas ao Afeganistação e uma nova regulamentação para os imigrantes. São 35,1 milhões de espanhóis aptos a votar.

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