São Paulo - A Justiça do Reino Unido rejeitou ontem o pedido de liberdade condicional ao clérigo radical islâmico Abu Qatada, preso desde abril por envolvimento em atentados de 1999 e 2000 na Jordânia. O país árabe pede sua extradição, que ainda não foi autorizada por Londres.
O clérigo pediu para ficar livre enquanto dura o processo de deportação sob pagamento de fiança, mas dois juízes do tribunal de Londres decidiram que concordam com a recusa de outra corte. Abu Qatada está detido na prisão de Long Lartin e não é acusado de nenhum delito no Reino Unido.
Em virtude da falta de acusações contra o islâmico em território britânico, o advogado de defesa, Edward Fitzgerald, pediu sua liberdade condicional por considerar a prisão ''desproporcional, ilegal e injustificada''.
O governo britânico tenta expulsar Abu Qatada desde 2001, quando foi decretada sua prisão na Jordânia e ele morava em Londres. Na última audiência sobre o caso, na semana passada, foi determinado para 10 de outubro o início do trâmite, com decisão esperada para novembro.
O clérigo radical deve ser julgado na Jordânia por seu envolvimento em atentados contra a Escola americana e o Hotel Jerusalém, na capital Amã, pelos quais foi condenado à revelia.
Em 2002, foi preso pela primeira vez, baseado na lei antiterrorista britânica e desde então passou longos períodos na cadeia.

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