TRIBUNAL PENAL - Karadzic diz que seu julgamento não será justo
Indiciado no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia pela morte de milhares de pessoas na Guerra da Bósnia (1992-95), o ex-líder sérvio Radovan Karadzic apresentou moção por escrito afirmando não acreditar que terá um julgamento justo. Karadzic, que não se declarou culpado nem inocente e preferiu advogar em defesa própria, se disse vítima de linchamento na mídia e na opinião pública alimentado pelos EUA. O ex-líder sérvio passou 12 anos foragido. Foi capturado no último dia 21 e extraditado de Belgrado para Haia (Holanda) na terça-feira. Ele é acusado pelas mortes de 8.000 muçulmanos em Srebrenica e 12 mil no cerco a Sarajevo. Os especialistas acreditam que, assim como Slobodan Milosevic, Karadzic tentará chamar Richard Holbrooke e os ex-chefes de Estado e governo americanos, britânicos e franceses a testemunhar. Os EUA sempre negaram ter prometido a liberdade de Radovan Karadzic em troca de sua retirada, como a França que havia obtido pouco tempo antes EM Dayton a liberação de dois de seus pilotos capturados pelos sérvios e bósnios.
- Guerra civil pela posse de territórios na região da Bósnia e Herzegovina entre três grupos étnicos e religiosos: os sérvios (cristãos ortodoxos); os croatas (católicos romanos) e os bósnios (muçulmanos). Ao todo, 200 mil pessoas morreram no conflito
- É a terceira maior cidade dos Países Baixos depois de Amsterdã e Roterdã. Localiza-se no oeste do país, na província da Holanda do Sul, da qual também é capital
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





