O general de reserva Lino César Oviedo foi absolvido ontem da acusação e da pena a que foi condenado por tentativa de golpe, em 1996, por um Tribunal Militar Especial, informou em caráter oficial a Direção de Comunicações das Forças Armadas.
Oviedo, líder do movimento União Nacional de Colorados Éticos (Unace) que apóia o presidente do Paraguai, Raúl Cubas, havia sido acusado pelo ex-presidente Juan Carlos Wasmosy.
A acusação de Wasmosy lhe valeu uma condenação a 10 anos de prisão em abril passado, o que o afastou de uma promissora corrida eleitoral, que o teria levado à presidência da República no pleito de 10 de maio. Cubas, que era companheiro de chapa de Oviedo, substituiu-o na candidatura.
Depois da vitória eleitoral, Cubas atenuou a condenação de Oviedo para permitir sua libertação.
Os advogados de Oviedo haviam impugnado as atuações do tribunal militar extraordinário que condenou o general, pois o consideraram um organismo criado por Wasmosy para perseguir exclusiva e politicamente seu cliente e afastá-lo da disputa pela presidência.
Ontem, o mesmo tribunal militar extraordinário, formado por novos membros - leais ao novo governante - resolveu ‘‘deixar totalmente livre’’ Oviedo e seus supostos cúmplices, o general Sindulfo Ruiz e o coronel José Manuel Bóbeda.
‘‘Foi decretada a liberdade definitiva deles e declarada expressamente que a abertura desse processo não afeta o bom nome nem a honra das pessoas em questão’’, diz uma passagem da resolução.
Oviedo foi libertado por um decreto assinado pelo presidente Raúl Cubas em 18 de agosto, atitude que gerou profunda crise política no país.

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