São Paulo - A Justiça da Rússia liberou hoje uma das três integrantes da banda punk Pussy Riot, que foram condenadas a dois anos de prisão por cantar uma música contra o presidente Vladimir Putin dentro da principal igreja ortodoxa de Moscou.
O Tribunal Municipal da capital russa deixou em liberdade condicional Yekaterina Samutsevich, enquanto manteve a pena contra as outras duas componentes, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina.
A condenação sobre Yekaterina foi retirada porque os juízes consideraram que ela não fez parte da apresentação na igreja por ter sido retirada pelos policiais antes de que a banda começasse a tocar.
A decisão foi tomada após apelação da defesa, que qualificou a prisão como injusta. Durante depoimento, as integrantes disseram que a condenação foi política, visto que a música que cantavam criticava o presidente Vladimir Putin.
Yekaterina Samutsevich foi a única das três que trocou de advogado após a condenação, em agosto. A nova defensora, Irina Jrunova, argumentou que a jovem ficou 15 segundos dentro da catedral, o que não daria tempo de fazer nada.
O advogado das outras condenadas, Mark Feiguin, disse que recorrerá novamente contra a condenação de Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina e não entendeu por que os juízes decidiram julgar o caso de forma individual. ''Ficamos felizes pela liberação de Samutsevich, mas tínhamos direito de esperar a liberação das três'', dizendo que, se necessário, recorrerá à Corte Europeia, em Estrasburgo, na França.
Durante a apelação, Feiguin pediu aos juízes que também valorizem a pressão política exercida por Putin, mas o tribunal não atendeu à requisição.
Em entrevista no domingo, Putin disse que a prisão foi justa. ''Não se pode provocar o abalo das bases da moral, destruir o país. Elas conseguiram o que queriam.''
As três foram condenadas em 17 de agosto a dois anos de prisão por vandalismo motivado por ódio religioso por cantar na catedral de Moscou, em 22 de fevereiro.

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