Tribunal Internacional julgará quatro ex-membros do governo
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu ontem que quatro antigos membros do governo do Quênia deverão ser julgados pela onda de violência ocorrida no país africano após as eleições realizadas em 2007.
O então ministro das Finanças Uhuru Kenyatta e o secretário de gabinete Francis Mutaura responderão pelas acusações de crime contra a humanidade, incluindo assassinatos e perseguição de civis.
Em um processo separado, o ex-ministro William Ruto e o apresentador de rádio Joshua arap Sang também serão julgados, mas as acusações a que responderão não foram detalhadas.
Os quatro se declaram inocentes pela onda de violência que estourou há cerca de cinco anos, quando mais de 1,2 mil pessoas foram mortas nas semanas posteriores ao pleito eleitoral de 2007. Além delas, 600 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas e buscar abrigo seguro.
Na ocasião, os confrontos civis tiveram início entre simpatizantes de dois candidatos presidenciais rivais, Raila Odinga e Mwai Kibaki, mas a violência cresceu e contagiou outros setores do Quênia.
Kibaki foi declarado vencedor, e está atualmente em seu segundo mandato como presidente. Odinga foi nomeado primeiro-ministro.
Processos
O promotor-chefe do TPI, Luis Moreno-Ocampo, decidiu julgar Kenyatta e Ruto em dois processos separados em reflexo da divisão étnica que impulsionou os confrontos no incidente.
Kenyatta, que apoiava o candidato Kibaki, é acusado de organizar uma campanha de violência, incluindo assassinatos e estupros contra apoiadores do rival. Ele negou a acusação em uma sessão preliminar da corte em setembro do ano passado. Ruto, que era ministro da Educação, enfrenta acusação semelhante, mas contra apoiadores de Kibaki.


