Tribunal de Roma condena militares argentinos
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
France Presse 
Roma - O Supremo Tribunal de Roma confirmou ontem a condenação de sete militares argentinos, entre eles os ex-generais Guillermo Suárez Mason e Omar Santiago Riveros, pelo desaparecimento e morte de oito ítalo-argentinos durante a ditadura no país (1976-1983), informaram fontes judiciais.
Os militares argentinos tinham sido condenados à revelia pelo Tribunal de Roma no dia 6 de dezembro de 2000 e a sentença foi confirmada na Apelação, no dia 17 de março de 2003. A justiça italiana condenou os ex-generais à prisão perpétua e os outros cinco militares a 24 anos de reclusão.
As leis italianas permitem os julgamentos mesmo na ausência dos acusados. Os dois ex-generais são acusados em seu país pelo roubo de bebês nascidos em cativeiro.
A sentença autoriza o Estado italiano a solicitar a extradição dos militares. Dos 6OO casos denunciados em 1983 na Itália, os juízes italianos estabeleceram que existiam elementos suficientes para examinar o desaparecimento e morte de oito pessoas: Laura Estela Carlotto e seu bebê Guido - filho e neto de Estela de Carlotto -, Roberto Julio Morresi, irmão de Claudio Morresi, ex-jogador da seleção argentina, Pedro Luis Mazzochi, Daniel Jesús Ciuffo, Luis Alberto Fabbri, Mario Marras e Martino Mastinu.
Segundo entidades defensoras dos direitos humanos argentinas, 30.000 pessoas foram consideradas desaparecidas durante a ditadura.


