Uma mulher que deseja se casar em uma capela da Igreja da Cientologia em Londres ganhou, nesta quarta-feira (11), a causa que movia na Suprema Corte da Grã-Bretanha. O tribunal julgou que a cientologia é de fato uma religião e a capela pode ser legalmente reconhecida como um local de reunião e culto.

Louisa Hodkin entrou com um processo legal após autoridades se recusaram a registrar a capela como um local para realização de casamentos, sob alegação de uma decisão judicial de 1970, segundo a qual a cientologia não envolveria culto religioso.

Na decisão unânime de acatar o apelo de Louisa, a Suprema Corte argumenta que o julgamento de 1970 está desatualizado na definição de culto religioso como algo que envolve "a reverência ou veneração a um Deus ou outro Ser Supremo".

"Religião não deve ser restrita a religiões que reconheçam uma deidade suprema", escreveu o juiz Lord Toulson na decisão da Suprema Corte. "Fazer isso seria uma forma de discriminação religiosa inaceitável na sociedade atual", escreveu ele, ressaltando que tal critério excluiria o Budismo, entre outras fés.

A corte disse não fazer parte do trabalho do órgão responsável pelos registros de nascimentos, mortes e casamentos se envolver em "tênues detalhes litúrgicos e teológicos" e declarou que a capela da cientologia deve ser registrada como local de consumação de casamentos.

mockup