SEUL - O Tribunal de Recursos de Seul reduziu ontem para prisão perpétua a pena de morte contra o ex-presidente Chun Doo Hwan, imposta em 27 de agosto por instância menor. Hwan foi acusado de golpe para chegar ao poder, em 1979, e de ter feito uma sangrenta repressão no sul do país. Seu sucessor, Roh Tae-woo, acusado por atos semelhantes, teve reduzida sua pena de prisão de 22 anos para 17.
Segundo o Tribunal, a sentença de morte imposta a Hwan foi comutada tendo em vista a contribuição que o ex-presidente deu ao desenvolvimento econômico do país. Também pesou a seu favor o fato de que ele permitiu a transferência pacífica da presidência para seu sucessor em 1988. Chun terá de pagar uma multa equivalente a US$ 311 milhões e Tae-woo US$ 267 milhões.
A repressão ordenada por Hwan em Kwangju, em 1980, matou 200 pessoas. Os dois ex-presidentes também são acusados de acumular fortuna pela corrupção. Eles compareceram ao tribunal em uniformes de prisioneiro.
O tribunal também reduziu as penas de 12 ex-generais, confirmou a sentença contra um outro, e manteve a absolvição de um décimo-quarto. Manifestou-se a favor dos empresários acusados de suborno que recorreram de suas sentenças, absolveu dois, e aplicou sentenças suspensas a outros três, incluindo Kim Woo-choong, fundador e presidente da gigantesca multinacional Daewoo.

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