São Paulo - O Tribunal Superior de Londres rejeitou recurso e confirmou ontem a extradição do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, para a Suécia. O país queria que Assange fosse extraditado para responder por supostos abusos sexuais de que é acusado na Suécia.
A Promotoria sueca o acusa de três delitos de agressão sexual e um de estupro após a denúncia de duas mulheres que garantiram que os fatos aconteceram em agosto de 2010. Ele admite sexo consensual, nega qualquer crime e afirma estar sendo alvo de uma perseguição política que visa extraditá-lo aos Estados Unidos. A defesa de Assange afirma que sua extradição a Suécia seria ''injusta e ilegítima''.
''Não estuprei aquelas mulheres nem posso imaginar o que tenha ocorrido entre nós que as faria pensar isso, exceto má intenção após o fato, um plano conjunto para me apanhar em uma armadilha, ou um terrível equívoco alimentado entre elas'', escreveu ele em um artigo publicado em setembro no diário ''The Independent'', citado pela BBC.
''Posso ser uma espécie de porco chauvinista, mas não sou estuprador, e apenas uma visão distorcida das políticas sexuais pode tentar me transformar em um''. Os advogados do criador do WikiLeaks ainda podem recorrer da decisão na Suprema Corte, instância judicial máxima no Reino Unido.
O jornalista, cujo site revelou os detalhes de milhares de informações confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo, foi detido em Londres em dezembro de 2010 depois que as autoridades britânicas receberam a ordem de extradição das autoridades suecas.
Os partidários de Assange denunciam que o caso tem motivações políticas e que a extradição para a Suécia seria apenas uma etapa antes do australiano ser entregue aos Estados Unidos, país que ainda estuda uma maneira de acusá-lo formalmente. No mês passado, o WikiLeaks anunciou que deixará de divulgar segredos oficiais por falta de financiamento.

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