Tribunal aceita acusação contra Sharon
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
France Presse 
Bruxelas - O Tribunal Supremo de Apelação belga considerou ontem admissível a demanda apresentada na Bélgica contra o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, por crimes de guerra e contra a humanidade.
A mais alta instância de apelação da justiça da Bélgica admitiu a queixa contra Sharon por genocídio e crimes de guerra e pelo episódio de Sabra e Chatila (Líbano) em 1982, embora no momento deva ser respeitada a imunidade que confere o cargo de primeiro-ministro, pelo que as diligências prosseguirão quando deixar o cargo.
Ariel Sharon foi acusado em junho de 2001 por sobreviventes palestinos, que o responsabilizaram pelos episódios de Sabra e Chatila, onde morreram entre 800 a 2 mil civis palestinos em mãos das milícias cristãs libanesas, aliadas de Israel em 1982. Na época, Sharon ocupava o cargo de ministro israelense da Defesa.
A demanda baseia-se na lei belga de 1993 que reconhece competência universal à justiça belga para crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade, independentemente do lugar onde foram cometidos e as nacionalidades e locais de residência das vítimas e dos acusados.


