Tribos unem-se à revolta contra regime no Iêmen
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
France Presse 
Sanaa - Chefes de importantes tribos iemenitas e dezenas de milhares de seus homens anunciaram ontem que se uniram à revolta contra o presidente Ali Abdullah Saleh, durante uma reunião no norte de Sanaa, informaram fontes tribais.
Os chefes de duas das mais importantes tribos do país, com forte estrutura de clã, a Hached e a Baqil, se afastaram do presidente, no poder há 32 anos, segundo as mesmas fontes.
Um dos chefes dos Hached, o xeque Hussein ben Abdullah Al-Ahmar, anunciou sua ''demissão do Partido do Congresso Popular Geral (de Saleh) para protestar contra a repressão dos manifestantes pacíficos em Sanaa, Taez e Aden''.
A Hached, considerada a principal tribo iemenita, é formada por nove grupos, como o de Sanhan, ao qual pertence o chefe de Estado.
Na localidade de Amran, o anúncio do xeque Hussein foi comemorado por uma multidão de membros tribais, como os chefes da Baqil, a segunda em importância no Iêmen e a mais numerosa.
A assembleia anunciou seu apoio ao movimento de revolta contra o presidente, que começou em 27 de janeiro e se intensificou a partir de 13 de fevereiro, aos gritos de ''o povo quer a queda do regime''.
Ao menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em Aden, sul do Iêmen, cenário de manifestações contra o presidente Ali Abdullah Saleh, segundo informaram neste sábado fontes médicas e oficiais.
Fontes médicas indicaram que quatro manifestantes morreram e ao menos 40 ficaram feridos pelos disparos da polícia na dispersão de manifestações nesta sexta-feira à noite em Aden.


