Tribos americanas eram canibais


France Presse 
De Paris
France Presse De Paris

Pesquisadores norte-americanos descobriram que festas canibais aconteceram em um povoado do Oeste dos Estados Unidos no momento em que este foi abandonado no século XII, segundo matéria que será publicada na edição da revista científica Nature desta semana.
Esta descoberta é a primeira confirmação científica da prática do canibalismo entre os índios da América do Norte, de acordo com os pesquisadores. O povoado em questão, situado no Sudeste do Colorado, era constituído de três casas de pedra e madeira. Em 1150, seus habitantes abandonaram subitamente a localidade, deixando para trás todos os pertences, inclusive refeições por terminar.
Restos de sete corpos de sexo e idades diferentes foram encontrados espalhados pelo povoado. Os ossos estavam no chão, onde tinham sido depositados sem qualquer rito funerário. Havia ainda fragmentos de ossos carbonizados entre as cinzas das fogueiras.
As análises dos ossos mostraram que os corpos foram despedaçados, fato que sozinho não bastaria para considerar que se trata de antropofagia. Para estar segura de que realmente existiu canibalismo no povoado, a Universidade do Colorado, efetuou análises bioquímicas dos utensílios de cozinha e dos excrementos humanos encontrados no local.
Segundo os resultados, publicados na revista Nature, há traços de mioglobina neste material coletado, proteína que só está presente nos músculos humanos. A partir disso, conclui-se que os corpos foram esquartejados, cozidos e depois comidos.
Casos de canibalismo entre os índios norte-americanos, seja por necessidade de alimento ou em ritos funerários, já tinham sido citados várias vezes em estudos, entretanto, até agora não havia provas desta prática.
‘‘Esta descoberta é a primeira confirmação das suspeitas de canibalismo entre os índios de América do Norte, e permitirá que o debate avance. Em vez de nos perguntarmos se houve ou não canibalismo, trataremos de determinar o contexto social, as causas e as consequências do mesmo’’, disse Richard Merlar.

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