Cairo - Três pessoas morreram neste domingo, vítimas de asfixia, depois de a polícia de choque empregar gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na Praça Tahrir, no Cairo, elevando para cinco o número de mortos após dois dias de violentos confrontos no Egito.
Esses choques ocorrem a apenas oito dias das primeiras eleições legislativas desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.
Os manifestantes gritavam palavras de ordem hostis ao poder militar, exigindo a saída do marechal Hussein Tantaui, que lidera o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), no comando do país desde que Mubarak foi expulso do poder.
''O Conselho das Forças Armadas mantém a política de Mubarak, nada mudou depois da revolução'', declarou à AFP Khaled, de 29 anos.
Na noite de sábado para domingo, os confrontos deixaram dois mortos, um no Cairo e outro em Alexandria. Cerca de 750 pessoas ficaram feridas na capital.

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