Pelo menos 21 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas ontem em três explosões simultâneas no sul da Rússia, perto do território da república separatista da Chechênia. A primeira e mais mortífera das explosões ocorreu na localidade de Mineralnye Vody, região de Stavropol, onde um carro-bomba matou 19 pessoas e feriu 81. Outro carro carregado de explosivos matou dois policiais que o inspecionavam na vizinha república de Karachayevo-Cherkessia. O terceiro atentado ocorreu com a explosão de uma bomba perto de uma delegacia de polícia de Yessentuki, também em Stavropol, que feriu 12 pessoas, duas em estado grave.
O site na Internet dos rebeldes chechenos que lutam para separar a república, de maioria muçulmana, da Rússia noticiou ontem os três atentados, mas não fazia nenhuma referência sobre a autoria do ataque. Em Moscou, porém, funcionários do governo russo não tinham dúvida de que os chechenos estavam por trás das explosões.
‘‘É óbvio que se trata de atos cometidos por terroristas chechenos’’, disse o secretário do Conselho de Segurança do Kremlin, Sergei Ivanov. ‘‘Muito tem-se dito que as previsíveis e claras políticas do centro federal na república fariam com que os dirigentes de grupos armados chechenos respondessem com ações terroristas, e não só no território da Chechênia. E é isso que está ocorrendo agora.’’
Tropas russas estão na Chechênia desde 1999. As forças de Moscou tinham deixado a região em 1996, depois de dois anos de guerra com os rebeldes separatistas, mas voltaram a ocupar a república após uma série de atentados terroristas em várias cidades da Rússia, nos quais morrera mais de 300 pessoas. O presidente russo, Vladimir Putin, convocou seus assessores de segurança para uma reunião destinada a avaliar a situação.

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